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Locação de escritórios de alto padrão se recupera e vacância cai

Publicado em 04 de Fevereiro de 2019 às 02:09 AM

No apagar das luzes de 2018, a tendência ainda frágil de recuperação do mercado carioca de locação de escritórios de alto padrão se confirmou. A taxa de vacância, relativa à metragem disponível para aluguel em relação ao estoque total, fechou o último trimestre do ano passado em queda no Rio de Janeiro: 39,6%, contra 40,1%, no período de julho a setembro. Foi o segundo trimestre consecutivo de queda depois de um longo período de elevação da vacância iniciado em 2013. O valor médio pedido pelos locadores, no entanto, permaneceu congelado durante quase todo o ano passado, uma vez que o percentual de imóveis não alugados permanece alto.

De acordo com consultores imobiliários, o mercado do Rio de Janeiro terminou o ano com absorção líquida positiva, no que diz respeito ao aumento da metragem quadrada ocupada, em relação a 2017, o que mostra recuperação. 

Mas há cautela com relação à continuidade da tendência de melhoria do mercado. Os especialistas dizem que ainda é um pouco cedo para afirmar se a recuperação no mercado do Rio vai se consolidar em 2019. Na comparação entre o quarto trimestre de 2017 e o mesmo período do ano passado houve diminuição de 8,71% no preço pedido pelos proprietários.

A queda nos valores pedidos para locação corporativa foi essencial para estimular as negociações e a redução no número de novos escritórios entregues foi essencial para conter a superoferta de imóveis. Apenas um edifício corporativo de alto padrão, com cerca de 18 mil metros quadrados, foi entregue na cidade no ano passado.


Na capital fluminense, o ano passado foi marcado por transações imobiliárias envolvendo grandes empresas, como Caixa Econômica Federal, Shell, Vale e Bradesco Seguros. A questão agora é saber se as empresas médias vão ter esse apetite todo, uma vez que os espaços corporativos entre 500 e mil metros quadrados são relevantes no cômputo da metragem corporativa no Rio. 

A situação contrasta com a de São Paulo, onde a demanda das médias empresas por espaços corporativos já ensaia uma recuperação, já que as transações não ficaram tão concentradas nas grandes companhias. 

Valor Econômico, por Rodrigo Carro, 01/02/2019

 

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